sábado, 30 de abril de 2011

MINHA HISTÓRIA

(Chico Buarque)

Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente, laiá, laiá, laiá, laiá
Ele assim como veio partiu não se sabe prá onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido, cada dia mais curto, laiá, laiá, laiá, laiá
Quando enfim eu nasci, minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré, laiá, laiá, laiá, laiá
Minha mãe não tardou alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor, laiá, laiá, laiá, laiá
Minha história e esse nome que ainda carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá, laiá, laiá


Saudações!!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Algumas dicas sobre o Bilhete Único Carioca

Há alguns meses me aventurei a comprar o Bilhete Único Carioca e gostaria de repassar a vcs algumas dicas e cuidados a tomar:

1- Recarregue sempre pela internet. Em caso de perda ou roubo, a RioCard só irá bloquear seu cartão após 48 horas, ou seja, quem estiver com ele poderá usá-lo normalmente por dois dias... e só serão devolvidos os valores comprados online, ou o que sobrar deles;

2- Recarregue com antecedência. A RioCard demora até 48h para validar os créditos que comprou. Então, se seus créditos estão por acabar, compre logo para não ficar na mão.

3- Tente usar ao menos uma linha com freqüência. Ao utilizar uma mesma linha com freqüência o sistema irá "habilitar" esta linha como a sua preferencial, e na hora da validação da compra de créditos isso irá facilitar a sua vida.

4- Não acredite nas duas horas anunciadas. Não diria ser má fé, pois creio que não seja mesmo. O que ocorre é que o chip grava a hora da primeira utilização e faz a conta ao ser validada a segunda. O problema é que os relógios nem sempre, ou quase nunca, estão sincronizados e vale a Lei de Murphy, pois vc nunca achará um ue esteja com a hora atrasada em relação ao primeiro.rsrs;

5- Não use ônibus da mesma empresa. Caso queira desfrutar do benefício de usar uma segunda viagem gratuita (R$2,40), jamais use ônibus da mesma empresa. Como o sistema é burro, ele calcula que ao pegar dois ônibus da mesma empresa, vc estaria indo e voltando. Use ônibus de empresas diferentes, isso inclui se vc usar um ônibus pra ir e outro pra voltar dentro do intervalo de 2 horas. Já vi uma mulher passando o cartão e devolvendo ao marido, pela janela, para que ele pudesse usá-lo em outra linha;

6- Não se assuste com seu extrato. Como todos sabem as empresas de ônibus são uma zona, e nem sempre colocam o mesmo carro para fazer a mesma linha. E não sei como funciona a configuração do leitor do RioCard na saída da garagem, mas é muito comum vc ler em seu extrato linhas que jamais usou;

7- Proteja seu cartão. Tome cuidado para não quebrá-lo ou invalidá-lo. A RioCard demora no mínimo 4 dias para repor o seu cartão, e mesmo após tê-lo em mãos, terá que esperar a liberação online (mais 2 dias). Você ainda terá que pagar R$15,00 pela nova via;

8- Compre sempre valores múltiplos. Evite comprar valores redondos, tipo R$80,00. A passagem custa R$2,40 e ao recarregar R$80,00 vc deixará um resíduo de R$0,80 e terá que ficar fazendo contas para "acertar" o valor. A menos que não ligue para o uso do seu dinheiro, carregue sempre valores múltiplos de R$2,40;

9- Aguarde sua vez. Em alguns ônibus, o validador fica longe da roleta (catraca) e ao passar seu por ele, verifique se a pessoa da frente já passou pela roleta. Já vi uma senhora liberando duas vezes a roleta por não aguardar sua vez;

10- Não entregue seu cartão. Evite entregar seu cartão ao cobrador, ou motorista (se for um micro/micrão), existem relatos de troca de cartão neste momento. Você valida, você passa!!

Espero ter ajudado... bom uso!!!

Saudações!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Nossas correntes...

ÀS VEZES, AS CORRENTES QUE NOS IMPEDEM DE SERMOS LIVRES SÃO MAIS MENTAIS QUE FÍSICAS.

PENSE, POIS MUITAS VEZES, AMARRAM VOCÊ EM NADA.

Saudações!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sobre guerreiros e ratos

(do Blog do Rica Perrone)

Guerreiros são aqueles que lutam até o fim. São pessoas que defendem um ideal, ou uma camisa, sem medo de cara feia ou de uma situação desfavorável. Guerreiros não correm da luta.

Time grande não joga no “erro” do adversário. Joga no seu acerto, no seu mérito de ser melhor. Campeões não devem conviver com ratos. Nem nos vestiários, nem no banco.

Este Fluzão que luta, que arrisca, que tenta, que apanha, que vira e que vence é diferente do que disputou os 3 primeiros jogos. Não é tático, nem técnico. É meramente uma questão de filosofia.

Mata-mata, torneio de macho, se joga com o coração. Treinador que é contra motivação não ganha mata-mata. E o Flu de ontem entrava em todos os jogos igual.

Hoje não. Entrou pra decidir, e decidiu.

O time de guerreiros está completo. Com Fred, Deco, Conca, Emerson, Mariano e Diguinho. Os ratos correram, ficaram os guerreiros.

Por uma torcida traída, um clube exposto ao ridículo e por guerreiros de fato, tens minha torcida até a decisão.

“Pra cima, Fluzão!!!!” Aquele que luta, não o que corre.

abs,
RicaPerrone

sábado, 19 de março de 2011

A culpa é das ratazanas

Por Marcos Caetano, especial para o ESPN.com.br

O fato de Muricy Ramalho ter abandonado o Fluminense em meio a uma fraca campanha na Copa Libertadores e após o fracasso do clube na semifinal da Taça Guanabara não seria algo capaz de merecer destaque. Um técnico que larga um clube não chega a render assunto para uma coluna esportiva. Isso acontece todo dia. Mas essa quebra de contrato tem algo muito inusitado e decepcionante: trata-se de uma quebra de contrato perpetrada por Muricy Ramalho, o mesmo técnico que, meses atrás, encheu o peito para gritar aos quatro ventos que recusou o convite da Seleção porque era um dos bastiões da ética no esporte, o homem que abriu mão de um emprego de sonhos para não envergonhar os seus filhos. Eu não sei se Muricy conseguiu convencer os próprios herdeiros sobre sua conduta no episódio - mas, ao restante da opinião pública, creio que não.

Estou muito tranquilo para escrever sobre o assunto, pois fui um dos que elogiou a conduta do treinador no episódio da recusa ao convite da CBF. Eu deveria ter dado mais atenção à informação de que Muricy, na verdade, disse sim a Ricardo Teixeira e, não fosse o Fluminense ter exigido o cumprimento do acordo, o final da história talvez fosse outro. Ainda assim, preferi acreditar na postura do treinador que se orgulhava de jamais ter contabilizado uma quebra de contrato na carreira. Pois bem, agora ele quebrou. Lamento informar isso aos filhos do técnico, mas, sim, Muricy Ramalho acaba de quebrar um contrato - e o fez de forma nada lisonjeira para a sua imagem. Insisto: não fez nada diferente do que um monte de treinadores no Brasil. Mas os outros treinadores não fizeram tanto marketing do valor da palavra.

Em seu favor, Muricy alega que o clube das Laranjeiras não tinha estrutura, que não possuía um centro de treinamento à altura de um campeão e que, pasmem, ratazanas passeavam saltitantes pelo vestiário tricolor. Tudo verdade. Mas isso seria motivo para um técnico abandonar seus comandados e a torcida que tanto o prestigiou, beirando a idolatria, na hora mais grave, com o clube respirando por aparelhos na competição com a qual sonha desde sempre? Um CT em falta e ratazanas em sobra poderiam justificar o fato de um treinador que sempre fez questão de ressaltar sua lealdade e coragem virar as costas para um presidente eleito há apenas dois meses - e que já vinha fazendo esforço sincero para viabilizar um novo local de treinamento? E justo na hora em que dentro de campo as coisas começaram a ir mal?

Pelo que todos comentam, as ratazanas foram dar boas-vindas a Deco quando este voltou da Europa, há mais de seis meses. Por que Muricy não usou as ratazanas para forçar a ida para a Seleção? Terá sido porque seu time liderava com folga o Campeonato Brasileiro e ele era unanimidade? E por que partir tão de repente? Por que não esperar, já que pretende passar um mês descansando, ao menos o final da primeira fase da Libertadores? Será porque seu time faz uma campanha medíocre e ele errou muitas vezes ao escalá-lo? Em algum momento o treinador recordou ter tropeçado em todos os jogos decisivos diante de rivais fortes (os choques com Corinthians e Cruzeiro no segundo turno do Brasileirão, o clássico com o Botafogo, a decisão com o Boavista, os três jogos da Libertadores)? Ou a culpa disso também terá sido das ratazanas.

Ele bem que poderia conversar com seu amigo Parreira, que, campeão do mundo, aceitou treinar o Fluminense na terceira divisão. Um Fluminense que não tinha Fred, Deco, Emerson nem Conca. Que não tinha o escudo da CBF bordado na camisa, como legítimo campeão brasileiro. Naqueles duros tempos de terceira divisão, o clube tinha instalações ainda piores do que a atual. Sabem o que fez Parreira? Pagou do próprio bolso reformas no vestiário. Esse pequeno exemplo explica a diferença entre alguém realmente comprometido e alguém que se diz comprometido - mas só até surgirem as primeiras dificuldades. Uma pena. Porque, de fato, eu cheguei a achar que Muricy era diferente.

Saudações!!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Oração de Início de Ano (em tempo)

Querido Deus,

Tudo que peço para este novo ano é uma conta bancária gorda e um corpo magro.
Favor não misturar as coisas, como fez no ano passado.
Amém!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Precisa-se de assistente de ginecologista

Um desempregado comparece ao SINE de São Paulo para ver se havia algum emprego para ele.

Chegando lá, viu um cartaz escrito
'Precisa-se de assistente de ginecologista' . Ele foi ao balcão e perguntou pelo trabalho.

-Pode me dar mais detalhes?

E o funcionário:

-Sim senhor.

O trabalho consiste em aprontar as pacientes para o exame.
Você deve ajudá-las a se despir, e cuidadosamente lavar suas partes genitais.
Depois você faz a depilação dos pelos púbicos com creme de barbear e uma gilete novinha...
Depois esfrega gentilmente óleo de amêndoas doces, de forma a que elas estejam prontas para o ginecologista.
O salário mensal é de 5.500,00 com carteira assinada e demais benefícios, mas você deve ir até Araçatuba.

-Nossa são 532 km de São Paulo e eu moro aqui, É lá o emprego?

-Não, é lá que tá o fim da fila!

Saudações!!